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1 de nov. de 2010

Entrevista a Daniel "Blanquito" Mendes




Conte-nos um pouco sobre sua trajetória no rugby.
Meu primeiro contato com o rugby foi em 2001, no Charrua, incentivado por um amigo, mas não continuei jogando, voltei a jogar em 2002 e aí sim, nunca mais larguei o esporte. Comecei jogando na equipe C de sevens do Charrua, que disputava torneios em Santa Catarina, depois começamos a jogar rugby de XV, torneios como Liga Sul, Copa do Brasil, etc...jogava de centro e terceira-linha e aos poucos fui sendo deslocado para abertura. De 2006 a 2009 me dediquei também ao rugby infantil e juvenil dando treinos no meu clube, desde 2009 também sou dirigente do meu clube.

Voltando no tempo, você acreditava (ou sonhava) que jogaria um amistoso internacional , vestindo a camiseta do selecionado Gaucho , e, ainda por cima, capitão?
Olha, à pouco tempo atrás, sonhávamos em poder percorrer 100, 200 km para jogar rugby de nível, em um torneio Gaúcho, e parecia realmente um sonho que demoraria a se realizar, mas em pouco tempo já temos isso, é até engraçado pegar um ônibus, viajar 1hrs30min, 2hrs e estar jogando rugby de nível, em um campo de rugby, com arbitragem, torcida, etc...E agora temos um selecionado gaúcho, que se concentra em distintas regiões para treinos. É muito bom. Agora respondendo, eu nunca nem tinha pensado muito em selecionado gaúcho, era algo que não passava muito na minha cabeça, e agora é uma realidade, ainda mais jogar no campo principal do Carrasco Polo, campo que conheço e é lindo, tem uma história de décadas de rugby lá naquele campo, em uma partida internacional, vai ser lindo e gostaria que todos jogadores refletissem sobre o que uma partida deste nível, em um lugar destes pode significar para suas carreiras. E o fato de ser capitão da equipe é uma responsabilidade e um prazer ao mesmo tempo, responsabilidade por ter que conduzir a equipe, mostrar a fortaleza do grupo dentro de campo e o prazer de até o momento ter um grupo muito tranquilo, divertido e unido.

Qual é a responsabilidade de ser capitão da seleção, ainda mais jogando fora  de casa?
A responsabilidade é de conduzir a equipe dentro do campo, motivar, dar exemplo dentro e fora de campo e principalmente ser a fortaleza nos momentos complicados. Se tem uma coisa que tenho certeza que posso passar ao resto do grupo é um espírito de luta, guerreiro, que eu acredito realmente que pode fazer a diferença em partidas equilibradas, gosto muito disto e temos muitos jogadores com este espírito e tenho certeza que poderão me ajudar a transmitir ao restante do grupo.

Qual deve ser o jogo mais difícil? Por que?
Eu acredito que o mais difícil será o primeiro, de sábado, dia 6, simplesmente porque não conhecemos nada do adversário, não temos idéia de quem são os jogadores, só sabemos e conhecemos muito as diversas qualidades dos jogadores uruguaios, a maioria dos jogadores tem experiência de confrontos com jogadores uruguaios devido à integração que o rugby do Rio Grande do Sul possui com o rugby Uruguaio. Sabemos que eles estão um passo à frente, ou mais, tem mais experiência, são fisicamente bem preparados, então, até conhecermos melhor o adversário, o confronto mais difícil será o primeiro.

Tem informações sobre os adversários  ( Uruguai Desenvolvimento ) ?
Nada, não tenho idéia, não sei que tipo de jogadores são, se são jogadores do Interior, ou da Capital, ou se é uma mescla, não sei se são jogadores jovens ou mais experientes. Realmente não tenho informações, para nós é um incógnita o adversário que teremos pela frente.

Na preparação da equipe qual parte pesou mais: a física ou a técnica/tática?
Acho que o que pesou mais foi a parte física/mental, temos que nos acostumar com outra cultura, temos que aprender a suportar a dor, o cansaço, a pressão, etc...Alguns jogadores já tem isso consigo, e nitidamente são diferenciados com relação ao restante do grupo, por isto. Acho que isto pesou bastante, o nosso treinador exige bastante da parte física, pois são treinos duros, e a maioria não está exatamente no patamar físico que ele exige, alguns compensam com uma fortaleza mental, mas outros não, e isso que temos que mudar. A parte técnica/tática acho que estamos indo, não estaremos totalmente preparados para este jogo, mas os jogadores estão assimilando aos poucos o estilo de jogo que o treinador quer, acho que com mais treinos, estaremos fazendo tudo que ele pede.

A longo e curto prazo, quais são os planos para esta seleção? E para as demais vindouras seleções de base?
As informações que tenho são de que para 2011, teremos o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, este é nosso objetivo a longo prazo, a curto prazo temos estes encontros com Uruguai Desenvolvimento em Montevideo, e depois em dezembro em Bento Gonçalves, são os objetivos a curto prazo. As seleções de base não tenho muitas informações, mas a M19 já é uma realidade, tanto que participou da Copa Cultura Inglesa em São Paulo, onde fizeram um muito bom papel.

Pra quem esteve quase sempre dentro do campo, foi facil controlar a tensão?
Sempre estive tranquilo, nos treinamentos e encontros, acho que o grupo deixa todos à vontade, realmente me sinto bem com o restante do grupo, é tudo divertido e a tensão do jogo ainda não chegou, acho que quando estiver no Uruguai e ver o campo de jogo, bem como conhecer o adversário a tensão começará a aumentar, por enquanto, tudo tranquilo.

Despedimo-nos desejando-lhes boa sorte, mas, antes, gostaria de acrescentar ou salientar algo?
Gostaria de desejar a todos os jogadores, uma boa semana, que todos se preparem como devem, para chegar no Uruguai bem, gostaria de agradecer ao pessoal de Porto Alegre, Bento Gonçalves (Scopel, essa é pra ti) e de Caxias do Sul, pela receptividade nos treinamentos, pela organização estrutura para os treinos. 
Obrigado.

2 de ago. de 2010

Entrevista com Guilherme Marques -Treinador de Osorio R.C

1) A preparação de Osório para as etapas de seven foi a esperada? Um reforco semanal de treinamentos faria diferença?

Osório Rugby Clube me contratou 1 mês antes da primeira etapa de Seven, levando em conta o pouco tempo de preparação física, técnica e entrosamento do time que gostaríamos, temos atingido bons resultados nos jogos. Hoje nossos jogadores treinam 2 vezes por semana, pretendemos aumentar este número para termos um avanço no campeonato, a dedicação ao esporte é imprescindível, tendo em vista que todos os times do estado apresentam uma melhora a cada etapa, precisamos crescer ao nível dos competidores

2) Cuales sao teus objetivos como treinador?

Meu objetivo como treinador, não é só, preparar o Osório Rugby Clube de forma competitiva para fazer frente aos times tradicionais no gauchão 2010, como também, é de formar pessoas para vida em sociedade. O Rugby contribui com a formação cultural do homem, vivenciando vitorias e superando derrotas, como no cotidiano. Meu dever como treinador é passar todo o conhecimento com uma boa comunicação assim tendo um bom rendimento. Por exemplo a importância de uma boa concentração antes dos jogos, o relaxamento e à eliminação de fatores psicogênicos desagradáveis (tensão constante, ansiedade, etc) ou de um sono agradável, isso são fatores que podem alterar o desempenho de nossos atletas nas etapas.O Osório Rugby Clube é um time novo, a dificuldade que vamos enfrentar para chegar ao nível dos clubes veteranos é muito grande, mas com empenho e disciplina com certeza vamos atingir nossos objetivos.

3) Cuales sao as expectativas de Osorio nas prossimas etapas?.

Mantendo a curva de evolução que temos apresentando nas etapas anteriores, nossas expectativas, se confirmarão ao competir por um lugar entre os três colocados.

4) As etapas de Seven Gaucho , de alguma forma, ajudou na preparação e crecimiento de Osorio R.C?

O Campeonato Gaúcho de seven, atualmente, é o nosso laboratório. É nele que experimentamos estratégias, posicionamentos, jogadas. É o primeiro passo para galgar objetivos maiores. E é claro que a experiência adquirida em cada etapa é de grande importância para todos os times.

5)Os resultados das primeiras etapas servem de parâmetro, de espelho para vocês?

Temos coletado informações em todas as etapas, nossas e de nossos adversários. E nelas espelhamos o desenvolvimento de todo o campeonato. Parâmetros estão sendo criados e nosso trabalho é guiado por eles.

6) Para encerrar, você crê que a falta de apoio/patrocínio iniba um crescimento ainda maior do rugby no RS?

Claro que sim, a falta de patrocínio e apoio em dinheiro inibe o crescimento do rugby.Hoje em dia o patrocínio esportivo é muito restrito. Os times necessitam de investimentos em uniformes, chuteiras, viagens, equipamentos, campos. Precisamos mostrar para as empresas que investir no esporte é um bom negócio.

7) Se quiser acrescentar algo, fique à vontade.

Agradecemos a oportunidade.

Guilherme Marques

Head Coach – Osório RC



28 de jul. de 2010

Entrevista com Diogenes Machado,Treinador de Bandoleiros R.C




1) A preparação dos Bandoleiros R.C para as etapas de seven é a esperada? Um reforco semanal de treinamentos faria diferença ?
Sim, é a esperada, enfrentamos alguma dificuldades, porém essas são sempre esperadas em um clube iniciante, e estamos superando uma a uma. Uma das dificuldades por exemplo é que pessoas que nunca sequer viram um jogo de rugby, passem a encarar o esporte com seriedade e dediquem-se a ele, dedicando-se consequentemente ao clube, isso vem a cada dia melhorando, mas o número de atletas em nosso plantel adulto eu ainda considero baixo. Em relação a um reforço semanal nos treinos, não há dúvida que faria diferença, não apenas na parte física mas principalmente na parte técnica, uma vez que todos os jogadores são iniciantes no esporte, e o acréscimo de um treino faria que a evolução deles fosse muito mais rápida. Infelizmente no momento ainda não é possível, por diversos motivos, como a falta de um campo iluminado e principalmente a minha indisponibilidade para treinos no meio da semana, pois resido a 80km do local do treinamento, mas é uma realidade que pretendemos mudar no futuro, pois se quisermos nos igualar aos grandes clubes do Estado, não será treinando uma vez por semana que conseguiremos isso.

2) Cuales sao teus objetivos como treinador/ responsavel do time ?
Meus principais objetivos como treinador/ responsável técnico do Bandoleiros, são vários, tais como: passar aos atletas o que representa o rugby na vida de um rugbier; passar-lhes a importância do trabalho em equipe, da união e da coesão do grupo, não apenas dentro de campo, mas também fora dele, e o quanto isso é importante e indispensável em um clube de rugby; formar não apenas jogadores de rugby, mas sim incrustar o rugby no coração dos guris, incrustando assim o caráter, a disciplina, a hombridade e entre outros valores que um verdadeiro rugbier tem agregado em si; além, é claro, de formar um CLUBE vitorioso, vitorioso não apenas em partidas e campeonatos, mas também em todas as conquistas possíveis, desde a conquista de um adepto, até conquistas como patrocínios e apoios, e mesmo quando a vitória não vier, nos mantermos de pé sempre em busca do próximo triunfo, pois assim seremos vitoriosos, e terei cumprido meus objetivos.

3) Cuales sao as expectativas de Bandoleiros R.C nas prossimas etapas?
Esperamos participar de no mínimo uma etapa, principalmente para servir de preparação para o ano que vem, e para calejar um poucos atletas. As expectativas são muitas, mais por parte dos atletas do que minha, pois a expectativa de disputar o primeiro campeonato, supera qualquer outra.

4) ) As etapas de Seven Gaucho , de alguma forma, vc acha que ajuda na preparação e crecimiento de Bandoleiros R.C?
Sem dúvida. Um clube precisa de metas, e a nossa meta no momento é nos prepararmos para disputar o Circuito do ano que vem, isso motiva os atletas que consequentemente se dedicam mais a preparação e buscam juntos o crescimento do clube.

5) Ja jogarom algum amistoso ?
Ainda não, mas esperamos jogar um até o final de agosto. Ainda não disputamos nenhum, pois vejo que temos alguns pontos para acertar, e aprimorar alguns fundamentos básicos.

6) Para encerrar, você crê que a falta de apoio/patrocínio iniba um crescimento ainda maior do rugby no RS?
Não tenho dúvidas que apoios acelerariam o crescimento do rugby no Estado, mas devemos ser mais críticos, reclamar da falta de apoio é fácil, lanço a questão: os clubes tem a capacidade, estrutura e organização suficiente, tanto para buscar de forma eficiente quanto para gerir estes recursos? Talvez a Federação possa realizar clínicas sobre tal tema, pois se ela esta interessada em um crescimento sólido do rugby no Estado isso ajudaria, pois não basta termos vários focos de rugby em diversas cidades, temos que ter vários clubes de base sólida e que sirvam de matriz para cidades vizinhas. Comparo o crescimento do rugby no Estado a um incêndio em uma floresta, surgem muitos focos, alguns crescem e se tornam uma grande labareda queimando tudo ao seu redor, outros duram dias, ficam esfumaçando e desaparecem. Nesse momento a federação deve-se fazer presente, dando orientações, e incitar para que tais focos ardam em chamas.

7) Se quiser acrescentar algo, fique à vontade.
Agradeço o interesse em saber um pouco sobre o Bandoleiros, e estamos de portas abertas para novos contatos.

Att. Diogenes Machado

26 de jul. de 2010

Entrevista a Ricardo Sant'Anna, árbitro responsavel da FGR.


Conversamos com Ricardo Sant'Anna, árbitro responsavel da FGR.

Ricardo :

1) Você compartilha a idéia de que o nível geral de jogo, sobretudo nas seleções nacionais, também passar por haver árbitros capacitados a apitar e, claro, a orientar os jogadores?

Com certeza. Quanto mais alto o nível do jogo, mais alto deve ser o nível do árbitro. O Rugby está em constante evolução e os árbitros, se também quiserem evoluir, precisam acompanhar este crescimento e se aprimorar cada vez mais.

2) O que é necessário fazer para que mais pessoas se interessem em apitar?

Acredito que a iniciativa tenha que vir da própria pessoa em querer se tornar um árbitro, seja por não poder mais jogar, por idade ou lesão por exemplo, ou simplesmente por querer ajudar o Rugby de outra forma..

3) Seria uma boa idéia obrigar cada clube filiado à FGR dispôr de pelos menos dois árbitros capacitados para que o respectivo clube possa disputar jogos e torneios oficiais?

Acho que obrigar não seria a palavra mais apropriada, mas sim incentivar. Acredito que é nos clubes que se pode identificar pessoas que possam se tornar futuros árbitros e a partir de então estimular o aperfeiçoamento. Todos sabemos da necessidade que temos de árbitros, então o primeiro passo tem que ser dado dentro dos clubes, nem que seja iniciando "arbitrando um coletivo".

4) Do que você acompanhou até agora, o que tem a nos dizer sobre o que pensam lá fora sobre o nível geral da arbitragem Gaucho ?

Como todo o Rugby no RS, a arbitragem gaúcha também está surgindo para o cenário nacional. Os "olhos" do Brasil estão voltados para o Rugby aqui do sul com uma certa expectativa e a arbitragem vem caminhando junto. Estou tendo a oportunidade de representar o estado no Campeonato Brasiliero (Super 8) e acredito que aos poucos estamos conquistando respeito, ou seja, sabem que aqui também existe Rugby. Tive a oportinidade de arbitrar a final da Copa Cultura Inglesa de Rugby Juvenil entre duas seleções de SP, o que me deixou bastante emocionado e orgulhoso e demonstra que estamos sendo vistos e avaliados pelo centro do país constantemente.

5) Como voce vê o momento da arbitragem no RS ??

Estamos caminhando. A Direção de Arbitragem da CBRu está focando no desenvolvimento e por dois anos seguidos tivemos cursos de árbitros Nível 1 aqui no estado. Pela primeira vez estamos conseguindo realizar partidas do Campeonato Gaúcho Union sendo dirigidas somente por árbitros certificados e aos poucos estamos estimulando novos árbitros, já que, como em todo o resto do Brasil, a demanda de árbitros não suporta a quantidade de jogos que temos.

6) No rugby internacional raramente se fala com o arbitro, no Brasil o que voce pensa da conduta dos clubes em relação aos Arbitros nos jogos?

No Brasil nós temos muito a cultura do futebol, o que infelizmente se reflete no Rugby. Aqui no estado temos, como ainda estamos em crescimento, temos que trabalhar para que cultivemos jogadores, técnicos e torcida de RUGBY, com o espírito que este esporte prega, diferenciando da cultura do futebol que todo o brasileiro, de forma inata, carrega.

7) Quais são os próximos passos da arbitragem em nossa FGR ?

Temos que incentivar e estimular novos árbitros, mas tudo a seu tempo. Hoje em dia temos no estado jogos de todos os níveis, o que é excelente para estimular os árbitros. A organização da arbitragem junto a FGRugby passará por algumas mudanças nos próximos meses, mas o objetivo final seguirá a mesma linha de trabalho.

8) Qual mensagem final você gostaria de deixar para os amantes do Rugby no RS?

Desfrutem do esporte. O Rugby nos exige muito esforço, trabalho e dedicação, mas ao final nos proporciona momentos de alegria incomparáveis. Aproveitem a oportunidade de Viverem o Rugby.